11 de jun. de 2011

Conto - Love Will Tear Us Apart

Oi  :D

Então, um novo texto pra vocês... e eu sei que é dia dos namorados, me desculpem minha falta de romantismo, hahaha, mas o amor possui tantas facetas...

O título vem da música do Joy Division. Podem baixá-la aqui ou ouvi-lá aqui , dá mais clima pra história ^^

É isso... enjoy!

Love Will Tear Us Apart

Mais uma vez, ele acordou com vontade de não levantar. Sem ânimo para si, ou para qualquer coisa que fosse.

Mas como sempre tentara enfrentar a vida de frente, obrigou a si mesmo a lutar, a sair da cama, mesmo sem vontade de viver.

Enquanto fazia sua rotina matinal de higiene, deixou-se pensar em sua vida, e ficou a se perguntar quando se tornou aquele ser vazio e sem esperanças.

Foi sem perceber; em um dia, o trabalho era divertido, a faculdade era o máximo; agora, realmente não fazia diferença alguma.

E era isso que o irritava; não é que sentisse raiva, frustração, tristeza ou ódio.

Ele não sentia nada.

E essa apatia não lhe era comum. Sempre fora um ser repleto de emoções e atitudes passionais. Ora, pois não fora assim quando ela surgiu na sua vid...

Ela. Descobriu não estar totalmente apático ao pensar nela. Até dizer seu nome doía, por isso não o fez.

Mas nada no mundo pode impedir que o rosto dela surgisse em sua mente, e ele deixou-se escorregar-se para o chão frio do banheiro.

Ela... não fazia tanto tempo que entrara em sua vida, mas lhe parecia uma eternidade. Conheceram-se de uma maneira tão comum para pessoas tão estranhas: faculdade, festa, álcool, cama, “qual é o seu nome 
mesmo?” na manhã seguinte.

Mas de comum na relação deles só existia o começo.

Com um sorriso triste, ele lembrou-se das discussões que sempre eram caladas com um beijo, das loucuras... lembrou-se como ela ficava possessa com ele por tantos motivos, mas principalmente com o que ela chamava de sua “indiferença” em relação a ela.

Só o que ela nunca entendera fora que não era indiferença, mas medo. Sempre tivera medo de demonstrar seus sentimentos a alguém e se machucar, ou pior, machucar a ela. Ele nunca se perdoaria por isso.

Desde que surgira em sua vida, ela sempre fora o motivo de todos os seus sorrisos.

Porém, nos últimos tempos, era também motivo de suas lágrimas e dúvidas.

De alguma maneira que fugiu de seu controle, ela tornara-se parte da massa de apatia que se formou em sua alma, com a única diferença de ainda poder mexer intimamente com ele.

Mas de que adiantava se ela não podia fazer nada?

Ele interrompeu seus pensamentos para pegar um cigarro; providencialmente, deixara uns no bolso da calça (que era a mesma que usara ontem) e acendeu-o. Sentiu uma calma fria enquanto tragava o cigarro lentamente, mas ainda tinha os mesmos pensamentos.

Lembrou-se dela, irada, dizendo que ele havia mudado e não dividia nada com ela, que não aguentava mais viver assim. Lembrou-se de uma frase em particular, que muito o magoara, um “Eu odeio te amar.

Poderia soar romântico. Uma declaração de amor às avessas, mas ele tinha consciência de que não era isso. Sentiu agudamente o significado das palavras como se fossem novamente gritadas para ele.

Tudo o que mais queria era organizar sua mente, ao menos descobrir em parte o que se passava dentro de si. Romper essa apatia. Não aguentava mais sofrer, e nem fazê-la sofrer.

Pôs-se a meditar, nesse instante, se o amor valia realmente a pena. Sim, era um sentimento maravilhoso. 

Sim, ele sentia-se como se houvesse tocado a lua; mas quando a dor vinha, era pior do que qualquer coisa.

E o fato de ele ainda assustar-se com essa história de se preocupar com alguém mais do que a si mesmo não ajudava em nada.

Seu cigarro terminou, e ele jogou-o na pia do banheiro. Ficou mais alguns segundos sentado, olhando pro teto, até concluir que isso não resolveria seus problemas.

E quando se levantou tinha em mente duas coisas: a idéia de que o amor ia o destruir. Ia destruir a ela. Ia destruir a ambos.

E a vontade esmagadora de que estivesse errado.

Fim

P.S: se você gostou do conto e quiser postá-lo em algum lugar, fico lisonjeada. MAS antes disso, fale comigo e quando eu liberar, poste os créditos, ou teremos problemas.

9 de jun. de 2011

Suede: Discografia

Olá!


Como prometi para uma grande amiga postar a discografia do Suede, achei que seria uma boa idéia compartilhá-la com vocês também, então aqui está uma das bandas mais significativas do Britpop, que eu particularmente adoro: O Suede.


Como sempre, um pouco da biografia e a discografia, logo abaixo, enjoy!


Suede



Suede foi uma das mais populares e importantes bandas do Reino Unido nos anos 90, tendo contribuído para iniciar o movimento Britpop. 


Durante todas as encarnações do Suede, apenas o vocalista, Brett Anderson, e o baixista, Mat Osman, permaneceram na banda. Os dois se conheceram em 1985, quando montaram um grupo inspirado nos Smiths, chamado Geoff, junto com o baterista Danny Wilder. O Geoff gravou duas demos e acabou em 1986. Anderson e Osman foram para a universidade em Londres e, pouco tempo depois, montaram o Suave & Elegant, que durou poucos meses. No final de 1989 os dois colocaram um anunciou na New Musical Express, dizendo que precisavam de um guitarrista. Bernard Butler respondeu ao chamado e o trio começou a gravar algumas canções. No começo eles usavam uma bateria eletrônica. Deram à banda o nome de Suede, graças ao sucesso do primeiro disco de Morrissey, Suedehead, e lançaram o primeiro single, Specially Suede, para competir no Demo Clash, um programa de rádio comandado pelo DJ Gary Crowley. Wonderful Sometimes, ganhou o programa por cinco domingos seguidos em 1990, e os levou ao contrato com o selo RML. Logo depois da assinatura do contrato, a então namorada de Anderson, Justine Frischmann, assume a segunda guitarra. 

A banda, então, coloca um novo anúncio, pedindo agora um baterista, e o ex-Smiths, Mike Joyce responde. Joyce trabalha no primeiro single lançado pela RML, Be My God/Art. Que seria lançado no outono inglês de 1990, o single acabou criando uma confusão entre o selo e a banda, que optou por sair da RML sem ter o single nas lojas. No ano seguinte se reagrupam, agora sem contar com um baterista fixo e voltam a gravar algumas canções. Em 1992, Justine deixa a banda para montar o Elastica e poucos meses depois o Suede assina com o selo Nude Records para o lançamento de um single. Poucas semanas se passam e  a banda aparece na capa da Melody Maker, finada revista musical inglesa, sem ter lançado nenhum material.. São eleitos como a melhor nova banda inglesa. The Drowners, primeiro single, é lançado pouco tempo depois da banda ter saído na Melody Maker, chegando ao 49º lugar da parada e recebendo duras críticas. O próximo single, Metal Mickey, saiu no mesmo ano e chegou ao 17º lugar nas paradas, rendendo uma controvertida performance no programa Top Of The Pops. Anderson, logo depois, viria a ser conhecido por sempre causar controvérsias, principalmente depois do infame comentário de que era um homem bissexual, mas que nunca tinha tido uma relação homossexual. Uma pequena amostra da ambigüidade sexual do grupo.  



Continue lendo aqui ;D

Discografia

                                                
Suede (1993)














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Dog Man Star (1994)













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Coming Up (1996)













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Sci-fi Lullabies (1997)













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Head Music (1999)














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A New Morning (2002)













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See You In the Next Life (2003)













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Singles (2003)













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Bloodsports (2013)












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24 de mai. de 2011

Resenha: Beijos de Sangue (Livro)





"Se sugar a vida para evitar a própria morte não é egoísmo, matar por amor muito menos."


Essa é a primeira frase marcante do livro "Beijos de Sangue", que podemos ver assim que abrimos a capa. Como o nome e a capa deixam bastante claro, trata-se de um livro de vampiros.


A trama é narrada em primeira pessoa por Robert Damien, que deixa claro logo no fim da primeira folha "Meu nome é Robert Damien, e eu sou um vampiro".


Beijos de Sangue conta a história dele, um professor de história que fora transformado no auge de seus vinte e sete anos pelo vampiro Alec, que o convocou através dessa transformação, para uma luta. A luta de Alec é com um vampiro tricentenário, Lanson; e o motivo era Rosane, filha de Alec. O saudoso e protetor pai faria qualquer coisa para ter a filha de volta; e estava, de fato, fazendo tudo o que podia. 


Além de Robert, Alec contava com a ajuda de mais vampiros, afinal Lanson possui mais de trezentos anos. Entre esses vampiros, estão os singulares irmãos Desmond e Joseph; o primeiro, mais velho e com um ar mais sábio, e o segundo, mais irresponsável, mas encantador. Também está na jornada a vampira transformada por Joseph, Pearl; e, fechando o grupo, a humana Beatrice, que sempre soube da existência dos vampiros e sonha em tornar-se uma.


O livro tem um formato muito interessante, com pequenos capítulos, de duas, três, cinco páginas, que formam o diário de Robert, e torna a narrativa leve e divertida, com grandes chances de prender o leitor logo nas primeiras páginas.


Sobre os personagens, podemos destacar Robert, que como professor de história, parece ter uma eterna fascinação pelo conhecimento e a obtenção de cultura, sendo esse um dos principais fatores que lhe motivaram a ver a vida vampírica com olhos menos recriminadores do que antes. 


Joseph é um dos melhores personagens do livro: tem mais de 100 anos de "morte", mas fora transformado aos dezessete e conserva em sua imortalidade a sedução, irreverência e liberdade que essa idade geralmente trás. Seu irmão, Desmond, é mais sério e mais sábio, mas nem ele consegue resistir e ficar sério diante de Joseph.


Pearl é uma das personagens mais queridas, também; com personalidade forte e dominadora, é cativante a seu próprio modo. Beatrice é mais delicada e ingênua, mas ainda assim é uma figura marcante.


O maior problema do livro, na verdade, é a sua duração. Você o lê em um clima tão gostoso e tão rápido, que o gosto de quero mais fica em sua boca por muito tempo, querendo saber o que mais irá acontecer. O que não é problema, visto que a série "Beijos de Sangue" terá continuações.


Sugiro visitarem o blog da autora, Ariane F. Nascimento, o Alma da Noite, que é sempre atualizado, e visitar o site do livro, o Beijos de Sangue, onde poderão obter informações como onde comprá-lo.


Bons livros de vampiro sempre merecem ser lidos, e bons livros sempre merecem ser lidos. Esse é um deles!

20 de mai. de 2011

Guns N' Roses: Discografia

Olá!

Essa semana, teremos aqui a discografia de uma banda, o Guns N' Roses.

Se David Bowie é meu cantor favorito (e teve sua discografia postada nesse post, lembram?), Guns N' Roses é minha banda favorita.

Antes que me perguntem, SIM, eu amo o Chinese Democracy, e acho o Guns N' Roses atual uma excelente banda. A história do Guns é muito mais complexa do que aparenta, assim como suas músicas, que são muito mais do que as conhecidas baladas.

Conheçam sua discografia através desse post, e aproveitem pra ver um pouquinho da história dessa banda maravilhosa!

Guns N' Roses

Guns N’ Roses é uma banda de Hard Rock norte-americana formada em Los Angeles, Califórnia, em 1985. A banda, liderada pelo vocalista e co-fundador Axl Rose, passou por várias mudanças de alinhamento e controvérsias desde a sua criação.

A história do Guns começa com Duff McKagan, baixista, que em 1981 já tinha um currículo considerável de bandas pelas quais havia tocado em Seattle. Em 1982, McKagan através de um anúncio de jornal chegou a Slash e Steven Adler, formando assim o Road Crew. A banda se desintegraria algum tempo depois, mas os três não perderam contato.

Em 1983, Izzy Stradlin e Axl, que tocavam no Hollywood Rose, cruzam o caminho de Duff. Axl, que também cantava no LA Guns (de Tracii Guns), começa a ter problemas com alguns integrantes das duas bandas. O vocalista resolve então juntá-las. Estava completa a primeira formação do Guns N’ Roses: Axl Rose (vocais), Izzy Stradlin (guitarra), Tracii Guns (guitarra), Duff McKagan (baixo) e Robert Gardner (Bateria). Não demora muito para conseguirem agendar uma turnê, porém, três dias antes do primeiro show Tracii e Robert abandonam a banda.

Sem outra alternativa, Duff convida seus amigos Slash e Steven Adler para substituí-los. Mesmo essa turnê sendo um grande fracasso e obrigando a banda a vender parte de seus equipamentos para voltar pra casa, a formação clássica do Guns havia se completado e o sucesso estava por vir. Em 1986, contornando as dificuldades, gravaram um EP independente, chamado “Live Like a Suicide”, e que continha quatro músicas gravadas ao vivo. Em 1987, começam a abrir shows do Motley Crue, Aerosmith e The Cult, e contando com a ajuda de Alice Cooper, conseguem um contrato com a Geffen.

(Continue lendo nesse link aqui ;D)

Fonte: Last.fm

Discografia


Appetite For Destruction (1987)















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GN'R Lies (1988)















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Use Your Illusion I (1991)















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Use Your Illusion II (1991)















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The Spaghetti Incident? (1993)















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Live- Era '87-'93 - Disc 1 (1999)















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Live- Era '87-'93 - Disc 2 (1999)















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Greatest Hits (2004)















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Chinese Democracy (2008)















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13 de mai. de 2011

Conto - Passive Aggressive

Oi (:
Então pessoas, esse é um conto um tanto quanto sombrio, que eu escrevi recentemente. Gostaria MUITO que opinassem sobre ele =D
O título foi tirado de uma música do Placebo, essa aqui. Recomendável ler escutando-a, e se quiserem, podem aqui baixá-la.
Enjoy!
Passive Aggressive

Ele sente a cerâmica fria embaixo de suas coxas nuas. Tal detalhe lhe causa certo frio incômodo, mas ele não liga para isso.
Soltando um suspiro, ele observa o ambiente ao seu redor: à sua frente, a porta marrom do banheiro de sua casa, trancada. Para qualquer outro lado, as cores brancas do azulejo, imaculadas. De certa forma, julgava irônico elas serem brancas. Azulejos negros combinariam mais com o seu estado de espírito.
Ao constatar novamente que ele está realmente sozinho, respira fundo. Sente os olhos arder, e com isso, sente raiva. Não quer chorar. Não era para isso que estava ali.
Mas também não sabia ao certo por que fazia isso. Não sabia nada ao certo, e esse era o seu problema; nada estava certo, mas não sabia o que estava errado.
Sentia tanta cobrança, tanta pressão. Mas ao mesmo tempo, não se via no direito de magoar os outros, de agredi-los, de gritar palavras ofensivas, mesmo que isso fosse feito com ele. Era machucado, mas não se via capaz de machucar. Só que toda aquela raiva e angústia precisavam sair dele de algum modo.
Sem avisos, fincou as unhas, providencialmente longas por não serem cortadas há duas semanas, em suas coxas e as arranhou de cima a baixo. Fez o mesmo com os seus braços, e só sentiu-se satisfeito ao ver os vergões vermelhos, que demoraria alguns dias para sair. Mas aquilo não era mais o suficiente.
Debaixo do banco que ficava ao lado da patente, retirou uma pequena faca de cozinha. Olhou seu reflexo na lâmina, e em seguida arranhou superficialmente seu antebraço, arrancando um filete de sangue.
Observou, fascinado, o trajeto que seu sangue fazia até o chão. Vermelho, ardente, maculando a limpeza sagrada dos azulejos brancos. Sentiu euforia demasiada com isso, mas mais ainda ao sentir a dor.
Era estranho. Odiava pequenos acidentes: cortar o dedo com a faca ao passar manteiga no pão, dar topadas em móveis... mas a sensação que obtinha quando machucava a si mesmo era única.
Era reconfortante.
Era prazeroso.
Era... necessário.
Após seus minutos de prazer, levantou-se e começou a limpar tudo; não podia deixar vestígios de sua loucura interior. A essa altura, o corte já havia parado de sangrar.
Enquanto limpava tudo, pensou em como eram superficiais as idéias que os outros tinham de si mesmo: o controlado, o frio, o sério. Aquele que nunca agride ou ofende ninguém nas brigas. O inatingível, raiva não era sentimento para ele.
Mas raiva é um sentimento para todos.
A sua raiva era passiva, porém não deixava de ser agressiva;
E ao apagar o interruptor, saindo do banheiro, ele só tinha a noção de que aquilo não acabaria ali.
E um forte pressentimento de que não acabaria bem.
Fim
P.S: se você gostou do conto e quiser postá-lo em algum lugar, fico lisonjeada. MAS antes disso, fale comigo e quando eu liberar, poste os créditos, ou teremos problemas.

25 de abr. de 2011

Conto - Shadows In Your Soul

Oi queridos leitores  (:
Hoje, irei mostrar uma espécie de conto, que teve inspirações em personagens criados por mim, e em mim mesma.
Foi feito basicamente ao som do St. Anger do Metallica. Gostaria muito que opinassem sobre ele ao terminar de ler, comentários serão SEMPRE bem vindos ^_^
Sem mais enrolações, aqui está ele:

Shadows In Your Soul

Para todos os lados que ela olha, só vê sombras.

(I’m Mad?)

Não só as suas sombras, mas também as sombras de tudo que está ao seu redor.

Mas o que mais a assusta são as sombras da sua alma.

(I’m Mad?)

Em um instante, ela vê tudo aquilo que é inimaginável. Em um instante, tudo está palpável diante de seus olhos; ela poderia tocar se quisesse.

Todos vem. Todos concordam com ela. Todos a compreendem.

Em outro instante, tudo se desfaz.

Todos esquecem.

Menos ela.

Que então fica ali, perdida.

Ao mesmo tempo em que sua razão grita que aquilo era mentira, uma ilusão, seus sentidos e sua memória estão lá par desmenti-la.

E ela entra em conflito consigo mesmo, perguntando-se:

“Eu sou louca?”

A insanidade lhe parece ser a única explicação razoável, já que ela é a única a lembrar-se. Quando aquelas 
pessoas lhe perguntam “Do que você está falando?”, ela acha que realmente perdeu sua mente.

(I’m really Mad??)

E ela perde-se em si mesma. Guarda-se dentro de si, se sufoca com informações demais, insanidades demais.

Não há fuga para si mesmo. Não há fuga para sua mente.

Nem mesmo a loucura lhe propicia isso.

(My God, I’m Mad?)

E com toda essa desorientação, ela se confunde: jura para si mesma que tudo aconteceu e é seu fardo de tudo lembrar (por que eu? Por que?), e em outros momentos se condenado por cogitar que isso seja verdade.

(But I’m not Mad!)

E é essa incerteza que a machuca, mais que tudo. Pergunta-se se os loucos também se acham sãos; se eles têm dentro de si esses pensamentos clamando “Mas aquilo era verdade!”

Pois isso explicaria tudo aquilo que sente.

(Mad?)

E sem encontrar respostas, ela coloca em si uma máscara.

Máscara de normalidade. De mente sã.

Máscara pra todos pensarem que ela é feliz, que é saudável, que é completamente normal.

Mas em determinado momento, a máscara vai pesar-lhe. E ela é obrigada a retirá-la.

E sua velha questão volta nesse momento.

(I’m Mad?)

E nunca terá uma resposta.


FIM


P.S: se você gostou do conto e quiser postá-lo em algum lugar, fico lisonjeada. MAS antes disso, fale comigo e quando eu liberar, poste os créditos, ou teremos problemas.

11 de abr. de 2011

Crônica - We Are Young

Olá (:
Desculpem tanto tempo de ausência, mas não estava muito inspirada pra postar :\
E ainda acho que não estou. Não tenho a certeza se esse texto ficou lá muito bom, acho que não, mas minha criatividade talvez não esteja das melhores ultimamente.
O título foi tirado de trecho da música "Alright" do Supergrass, porque eu a ouvi o tempo todo enquanto a escrevia.
Não deixem de opinar! o/
We Are Young

Eu sou jovem.
E isso basta pra mim.
Por que eu tenho que ir atrás de outra coisa, se eu sou jovem?
Já tenho beleza, impulsividade, imaturidade. Fatores ao meu favor.

Sociedade, pobreza, guerra, assassinatos, roubos.
Me cobram consciência social , me cobram ações.
Mas por que ir atrás de mais problemas?
Deixe isso pra quem já é velho e já tem preocupações.

Por que devo me preocupar com meu futuro? Com o que farei quando não tiver mais meus pais?
Prefiro dormir, prefiro não fazer nada. Quando for mais velho, vejo isso.

Pra que se apegar a sentimentos e pessoas? Compromisso sério?
Sentimentos são prejudiciais, prefiro não selar nada com ninguém e me divertir com quantas pessoas eu puder.
Se elas se apegarem, o problema não é meu.

Pra que se preocupar com estudos? Estudar, me interessar por algo fora do meu eixo amigos/balada?
Quando eu ficar mais velho, cuido disso. Por enquanto, arrumo um trabalho comum pra poder pagar minhas coisas.

Por que devo preocupar-me com arte? Com questões sobre o ser humano em geral e eu mesmo?
Não serve pra nada, afinal. Prefiro ver e ouvir o que todo mundo está vendo e ouvindo. Mais fácil e mais cômodo.

Por que devo pensar?
Afinal sou jovem e tenho a vida ao meu dispor.
Não pensar é a minha marca.
Irresponsabilidade. Imprudência. Vivacidade.
Sou jovem, e isso basta.

Deixa isso tudo pra depois, quando eu for mais velho.
Isso se eu conseguir viver o suficiente para ficar mais velho.

Fim

P.S: se você gostou do conto e quiser postá-lo em algum lugar, fico lisonjeada. MAS antes disso, fale comigo e quando eu liberar, poste os créditos, ou teremos problemas..