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14 de ago. de 2012

Poema - Ode a um Idiota

Ode a um Idiota


Fazemos coisas estúpidas quando estamos apaixonados,
Fazemos coisas estúpidas quando estamos apáticos, 
Fazemos coisas estúpidas quando estamos feridos;
Fazemos coisas estúpidas quando estamos eufóricos.

Somos estúpidos ao sussurrar doces e vazias palavras de amor,
Somos estúpidos ao esbravejar palavrões de cólera,
Somos estúpidos ao atropelar lágrimas e palavras,
Somos estúpidos tentando fingir que nada está errado.

Nos sentimos estúpidos quando nos arrependemos de uma ação,
Nos sentimos estúpidos ao não perceber uma traição,
Nos sentimos estúpidos ao perceber nosso próprio vazio interior,
Nos sentimos estúpidos ao perceber que não temos nenhuma solução. 

Fazemos coisas estúpidas por motivos variados,
Somos estúpidos por motivos variados,
Nos sentimos estúpidos por motivos variados;
A única constante universal é a inegável e inevitável estupidez.

Fim

P.S.: se você gostou do poema e quiser postá-lo em algum lugar, fico lisonjeada. MAS antes disso, fale comigo e quando eu liberar, poste os créditos, ou teremos problemas.

26 de jul. de 2012

Poema - Bittersweet Taste


Bittersweet Taste

Quando tudo começou, só havia a inocência;
Os anos eram despreocupados e belos,
A irresponsabilidade e a doçura ocupavam seus pensamentos,
E tudo era leve como uma brisa de uma tarde de primavera.

Quando o começo passou, a inocência deu lugar à alegria;
Os anos ainda eram despreocupados e doces, embora não fossem tão belos como antes,
A irresponsabilidade ainda existia, mas os pensamentos eram menos infantis,
E tudo era intenso como uma manhã de verão.

Quando a alegria passou, a melancolia tomou seu lugar;
Os pensamentos já não eram tão doces, e sim amargos e repletos de dor,
A responsabilidade já parecia querer lutar para tomar algum lugar,
E tudo já não era leve, mas marcante como uma noite de outono.

Quando a melancolia passou, o que restou foi o medo;
Os pensamentos tinham sabor intragável, e carregavam pavor e temor,
E a responsabilidade gritava que o medo era necessário para crescer,
E tudo era pesado como uma tempestade em uma madrugada no inverno.

Quando o temor passou, o que restou foi a apatia;
Os pensamentos já não importavam e nem tinham mais sabor,
A responsabilidade tornou-se comum e ordinária como a respiração diária,
E já não existia estação alguma à se observar.

Fim

P.S.: se você gostou do poema e quiser postá-lo em algum lugar, fico lisonjeada. MAS antes disso, fale comigo e quando eu liberar, poste os créditos, ou teremos problemas.

5 de jun. de 2012

Poema - Flaming Dove (Tribute)


Olá pessoas!

Como vocês sabem, eu sou uma grande fã de David Bowie, e hoje é um dia que, como fã, eu não poderia deixar passar em branco; no dia de hoje, o álbum "The Rise And Fall Of Ziggy Stardust And The Spiders From Mars" completa 40 anos, assim como o emblemático personagem Ziggy Stardust, meu favorito.

Meu amigo Jeff (contato: meeks.wolowitz@gmail.com)  amavelmente me perguntou se eu iria fazer uma homenagem aqui e me ofereceu o lindo desenho do Ziggy Stardust que está logo abaixo. Minha singela homenagem é um poema sem rimas (como a maioria dos meus, não sei porque os chamo poemas) inspirado, principalmente, na música "Rock 'n' Roll Suicide", bastante medíocre, mas não quis deixar a data passar em branco. O título foi tirado de uma parte da letra de "Soul Love". Aqui fica minha singela homenagem a esse personagem, que mudou minha vida:

Flaming Dove

Um cigarro escorregando pelos seus dedos,
E um par de lágrimas escorregando de seus olhos inchados;
A fumaça lhe apazigua, mas não lhe permite esquecer seus excessos; tudo o que queria era esquecer,
Mas era jovem demais para isso.

O cigarro acaba, porém a agonia não;
Seus olhos continuam inchados, e a cocaína ainda está em seu bolso;
Conforme anda pela rua escura, pensa que a luz do sol seria bem vinda,
Mas está velho e ranzinza demais para se sentir melhor com isso.

O suicida observa a ponte a sua frente e observa o céu com inúmeras estrelas,
Pensando que em um passo a dor estará resolvida, e seu cérebro finalmente estará bem.
Sendo jovem ou sendo velho,
A solução seria igualmente bem vinda.

Mas a distância, porém ele consegue escutar o rádio vindo de um dos prédios,
E a voz que grita tão desesperadamente que ele não está sozinho em sua dor,
Que ele será ajudado, que é maravilhoso.
“Gimme your hands”, a música pede.

Em um gesto instintivo, o suicida estende as mãos para frente, para agarrar algo inexistente,
Um passo entre a vida e a morte,
Entre o vazio e arte,
Entre o nada e a esperança de um algo;
Há mil perguntas implícitas em sua mente.

Conforme a música acaba, a voz permanece em sua cabeça,
E uma decisão é tomada;
Ele dá um passo para trás e começa a voltar para sua casa,
Não mais um suicida do rock ‘n’ roll,
Apenas um Ziggy começando sua ascensão com esperanças renovadas por aquela pequena voz em sua cabeça que insistia em repetir,
“You’re not alone”. 


P.S.: se você gostou do poema e quiser postá-lo em algum lugar, fico lisonjeada. MAS antes disso, fale comigo e quando eu liberar, poste os créditos, ou teremos problemas.

29 de fev. de 2012

Poema - Pack Of Lies

Olá pessoas!

Estou postando aqui um antigo poema meu, 'Pack of Lies'. O título veio de um trecho de uma música do Placebo, Without You I'm Nothing (link no 4shared e no Youtube, caso queiram ouvir enquanto estiverem lendo). 

Ahhh, um lembrete: caso tenham um tumblr, eu postei esse conto lá também, nesse post aqui, reblogs são bem vindos. ^_^

Não me acho muito boa com poemas, mas mesmo assim... enjoy! (:

Pack of Lies

Eu fecho os olhos, e vejo tudo negro;

vejo a escuridão,

vejo a desesperança e o vazio.

Então, eu abro meus olhos.



Eu fecho os olhos, e vejo você;

vejo todo o amor que sinto por você,

e vejo a ruína que isso pode me trazer,

vejo o medo de amar alguém tanto assim;

Então, eu abro meus olhos.



Eu fecho os olhos, e não vejo nada;

vejo e não vejo minha vida passando como um mapa,

me guiando e não guiando em direção a existência

da carência de alguma coisa a mim segregada.

Então, eu abro meus olhos.



Eu fecho os olhos, e vejo o negro, vejo o nada, vejo você.

Ainda há a desesperança, ainda há a escuridão,

ainda há o nada, ainda há o medo;

mas ainda há você, e ainda há o que sinto por você.

Então, mantenho meus olhos fechados.

Fim


P.S.: se você gostou do poema e quiser postá-lo em algum lugar, fico lisonjeada. MAS antes disso, fale comigo e quando eu liberar, poste os créditos, ou teremos problemas.

5 de ago. de 2011

Fire With Fire

Olá, olá :D
Duas postagens em dois dias, aproveitem! :-D
Esse é um outro poema, também postado no tumblr, nesse post aqui :D 
Gostaria da opinião de vocês, ou de um reblog xD
Enjoy!
Fire With Fire
O fogo se faz, potente e chamativo; as chamas brilham ardentes e destrutivas como deveriam ser. Tudo ao seu redor, nelas afundam.
Inclusive você.
Tudo brilha, e tudo parece distorcido e perdido; sua mente está no meio de tudo aquilo.
E o que você pode fazer?
Disseram-lhe pra acreditar em si mesmo; seus instintos lhe levariam para fora dessa ruína.
Mas e quando você prefere acreditar nos outros ao invés de si mesmo?
Você vê neles a sua luz, e não pode fugir dela. É tão magnético quanto destrutivo. Tão belo quanto perigoso.
Tão genial quanto ardiloso.
Você é tragado por aquele caos, toda aquela insanidade lhe consome; você não sabe por que seu mundo está acabando, mas sabe que essa ruína vai, de algum modo, levar você junto.
E você simplesmente não liga pra isso.
Não mais.
Fim


P.S: se você gostou do poema e quiser postá-lo em algum lugar, fico lisonjeada. MAS antes disso, fale comigo e quando eu liberar, poste os créditos, ou teremos problemas.

4 de ago. de 2011

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Oi crianças =]
Esse é um poeminha que eu fiz em um momento de ócio e postei no meu Tumblr, nesse post aqui. Apreciaria se lessem e disserem o que acharam, ooou desse um reblog XD
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Voz que quer gritar, mas que fica presa ao silêncio; onde está sua razão?
Está na agonia, presa e inexplicável, que procura incessavelmente por uma razão de sua existência, sem sucesso.
Onde está sua vontade? Onde está sua emoção?
Está no choro, que fica preso e sufocado para não justificar-se aos outros, já que não justifica-se a si mesmo!
E por não justificar-se a si mesmo, queria extinguir-se e dar lugar a uma emoção mais certa, como a felicidade; mas só vontade já não era suficiente.
E sem senso de vontade para mudar, perdeu-se em si mesmo, entre os fogos e mistérios de sua mente voraz e mortalmente destrutiva.
E desapareceu.
Fim


P.S: se você gostou do poema e quiser postá-lo em algum lugar, fico lisonjeada. MAS antes disso, fale comigo e quando eu liberar, poste os créditos, ou teremos problemas.

20 de fev. de 2011

Poema - I Don't Need You

Oi gente...
Esse é um poema meu, que por milagre não destruí. Não escrevo muitos poemas, então ficarei contente com os comentários que vocês podem vir a fazer sobre a qualidade dele (:

I Don't Need You


Eu não preciso de você.
Sim, eu não preciso de você.

Eu não preciso dos seus sorrisos,

Eu não preciso dos seus carinhos;

Eu não preciso de suas palavras doces

E eu não preciso dos teus lábios tentadores.

Não, eu não preciso de você.

Eu não preciso da luz radiante que sai de seus olhos quando você está feliz;

Eu não preciso dos seus abraços reconfortantes;
Eu não preciso de sua amizade quase irritante,
E definitivamente, eu não preciso do seu amor tão sincero e quase sufocante.
É, eu não preciso de você.
Mas eu quero você.
Eu quero você, sem pudores ou desculpas esfarrapadas;
Eu quero ser o motivo de seus sorrisos,
E a destinação de seus carinhos;
Eu quero que dedique a mim suas palavras doces
E eu quero sentir o gosto dos teus lábios tentadores.
Sim, eu quero você.
Eu quero contemplar diariamente a luz radiante de seus olhos quando está feliz;
E eu quero sentir o calor protetor dos seus abraços reconfortantes.
Eu quero que sua amizade irritante seja toda minha
E mais que tudo, eu quero receber e ofertar um amor tão sincero e quase sufocante.
Não, eu não preciso de você.
Mas eu quero você.

Fim
P.S: se você gostou do poema e quiser postá-lo em algum lugar, fico lisonjeada. MAS antes disso, fale comigo e quando eu liberar, poste os créditos, ou teremos problemas.