6 de jul. de 2011

Fanfic - Crônicas Vampirescas (Lestat/Gabrielle) - How Soon Is Now? (Gen)

Olá pessoas =D

Uma postagem diferente da habitual: aqui teremos uma fanfic.

Breve explicação para quem não sabe o que é: Fanfic é a abreviação do termo em inglês fan fiction, ou seja, "ficção criada por fãs". Trata-se de contos ou romances escritos por terceiros, não fazendo parte do enredo oficial do livro, filme, animes ou história em quadrinhos a que faz referência.

E pra quem se perguntou o que é gen, é um gênero de fanfic que quer dizer que, basicamente, a história não trata de nenhum ship (casal) específico, e aborda outros temas que não romance. =]

Essa fanfic é baseadas na série de livros intitulada Crônicas Vampirescas, escritas por Anne Rice. Sabe Entrevista com o Vampiro? Pois é.

Essa, especificamente, se passa após o final do livro "A Rainha dos Condenados", e antes do livro "A História do Ladrão de Corpos". Fala do Lestat de Lioncourt e da Gabrielle de Lioncourt, mamãe do rapaz.

Isso aí, aproveitem!

How Soon Is Now?

Ilha da noite.

Ah, bela e iluminada, como sempre. Fervilhando de mortais belos e suculentos, como sempre. E nós ainda vagávamos por aquela procissão de corpos quentes, roubando a vida de um ou de outro, como sempre.

Porém eu sabia que aquela dádiva, calma e previsível, não seria eterna como nós. Na verdade já começava a ruir; cada vez mais os vampiros se afastavam. Marius desaparecia por semanas, e Khayman já pareciam ter voltado a sua rotina de peregrinação. Mesmo Armand e Daniel afastavam-se por longos tempos. E Louis, meu Louis, ainda estava comigo, mas eu sentia-o cada vez mais distante.

E eu sabia que veria todos os outros, e sabia que não podia ficar tantas noites distantes de Louis. Mas ela... ela me assustava. Eu sabia que ela cairia no mundo, e eu teria sorte se a visse novamente até o fim do milênio.

E era nisso que eu pensava quando a avistei; minha mãe, minha filha, os longos cabelos louros presos na trança, e as roupas de menino explorador. Linda, como sempre, em uma das sacadas da casa, observando as ondas do mar que batiam nos rochedos.

Aproximei-me e fiquei ao seu lado, mantendo o silêncio. Ela só olhou para o lado ligeiramente, como para demonstrar que me vira chegar.

Após passarmos longos minutos assim, ela virou-se e me disse:

- Lestat, você sabe que está na hora, não sabe?

Não respondi.

- Você sabe que eu preciso disso, Lestat.

- Mãe... – eu comecei – as coisas são diferentes agora. A época é outra, as circunstâncias são outras...

- Mas eu ainda sou a mesma, querido. – ela sorriu brevemente – E eu não consigo ficar tanto tempo parada 
em lugar.

- No começo, eu achei que poderia durar nossa sociedade...

- Era irrealizável, meu filho, e no fundo você sempre soube disso. Sempre soube que nós, imortais, somos uma classe desunida demais para manter-se perto uns dos outros por tanto tempo.

- Mas Gabrielle – eu protestei – todos os outros ainda se manterão por perto. Você vai sumir 
completamente no mundo, de novo, sem eu sequer saber se você continuará viva...

- Lestat – ela me interrompeu delicadamente, seus frios olhos me encarando com carinho – Os esclarecimentos e as experiências que a natureza me dá são únicos, e são tão necessário pra mim quanto o calor e o amor dos humanos são necessário pra você.

- Gabrielle...

- E eu continuarei viva –ela disse, colocando as mãos no meu rosto – por muito e muito tempo.

- Você não gosta daqui? – eu sabia que estava parecendo uma criança, e mais do que tudo, odiava isso. 
Odiava parecer novamente uma criança, implorando por sua atenção, como há tantos séculos atrás eu fiz.

- É claro que eu gosto – ela disse – e eu gosto da companhia de quase todos aqui, sobretudo a sua, meu filho. São experiências que sempre irei guardar. Mas eu preciso continuar...

- E eu te verei de novo? – eu sabia que a qualquer momento começaria a chorar, e odiava isso também.

- Querido, é claro que vai – ela me abraçou como costumávamos nos abraçar nas ruas de Paris, em 
nossas primeiras noites de imortalidade. Apertei meus braços em torno dela, sem exercer muita força, pois 
ainda tinha certo medo dos meus poderes. Mas abracei-a, sentindo seu corpo firme, no momento quente, contra mim. Tão estranhamente familiar. – Não posso dizer quando Lestat, mas é claro que você nós nos veremos de novo.

Quando ela falou isso, eu percebi que sua voz tremeu um pouco, e olhei-a, vendo um fio de sangue escorrer de seus olhos. A essa altura, eu não tentava controlar mais as lágrimas que saiam de mim.

- Gabrielle... – afundei meu rosto em seu pescoço.

- Eu preciso ir, Lestat. – ela disse, quando levantei meu rosto, e tocamos nossos lábios, em um beijo que amantes poderiam dividir – Eu te amo, meu filho.

- Minha marquesa... – sussurrei contra seu pescoço, quando a abracei por uma última vez.

Ela gentilmente se soltou, e me olhou uma última vez. Em seguida, desapareceu, e eu sabia que não a veria 
novamente tão cedo.

Deixei que as lágrimas caíssem um pouco mais, e observei o mar com reverência. Fora tão doloroso me separar dela como fora da primeira vez.

Mas agora tudo era diferente. A única mudança não realizada éramos nós mesmos.

E eu ainda teria minha marquesa novamente em meus braços.

Fim


P.S: se você gostou da fanfic e quiser postá-la em algum lugar, fico lisonjeada. MAS antes disso, fale comigo e quando eu liberar, poste os créditos, ou teremos problemas.

24 de jun. de 2011

Crônica - Sorrisos

Olá pessoas! =D
Aqui está uma crônica, rabiscada em uma aula vaga na escola... fiz enquanto ouvia Pink Floyd (o genial álbum "The Wall"), mas pensava em Smile, do Chaplin...
Então, gostaria que vocês opinassem sobre ela. Lembrem-se que elogios e críticas são muito importantes para melhorar o modo da autora escrever... então é isso aí *-*

Sorrisos

Sorrir: v.int. e p. Rir sem ruído; rir com ligeira contração dos músculos do riso; mostrar-se alegre.

Sorrisos... ah, o sorriso; um ato tão humano quanto possível.
Quando um sorriso é sincero, ele parece à confirmação de que tudo está, ou vai ficar bem; é o mais próximo de dizer, sem palavras, “Tudo bem”.
Mas e quando o sorriso não é sincero?
Pode significar tanta coisa; um sorriso após algo muito triste é um “Não, não estou bem, mas vou tentar ficar”; após uma briga, pode ser um cínico “O que você acha, idiota? Eu pareço bem?”; após algo muito entediante pode ser somente para disfarçar, ou dizer nada sem palavras.
O problema desses sorrisos desprovidos de felicidade, é que eles não chegam aos olhos torce-se a boca em um sinal amigável, mas os olhos continuam nublados; seus olhos são tristes.
Isso é o que acontece com várias pessoas, mas é compreensível; se você não sente felicidade genuína, por que seus olhos deveriam expressar isso?
O problema é quando seus olhos são tristes em um sorriso que deveria ser sincero.
Jovens casais conversando à noite, trocando juras de amor na qual não mais acreditam, sorrindo e sentindo cada pedaço da falta de sinceridade de tudo aquilo. 
Mães que ensinam os filhos a querer ser feliz e aproveitar as coisas simples da vida, sendo que elas não acreditam mais nisso. Homens e mulheres que na juventude tinham ideais de paz, amor e felicidade enquanto há tempo, sorriem com amargura quando lhe perguntam como vai à vida.
Quando paramos pra pensar no por que dessa falta de felicidade nos olhos, não é difícil achar uma resposta; uma grande parte das pessoas é triste.
Seres humanos têm o péssimo hábito de colocar barreiras em sua própria felicidade: “Quando eu me formar serei feliz”, “Quando me casar ficarei feliz”, “Quando eu comprar uma casa será diferente”.
O problema é que as pessoas não conseguem entender uma coisa: se você não consegue ser feliz sozinho, não é um emprego, um diploma, um companheiro ou um bem material que o fará feliz.
Na nossa eterna ganância de acumular sempre mais e mais, criando a ilusão de que só assim seremos felizes, não nos damos conta de que posse e felicidade são sentimentos distintos.
E a maioria das pessoas só percebe isso tarde demais. Depois de trabalhar boa parte da vida, conseguir algo que queriam e para pra pensar, “Eu deveria estar feliz“, e só conseguem sentir-se sem rumo, sem saber o que fazer.
Então, a prática de sorrir sem os olhos ganha força total.
Bem, é claro que felicidade não é um sentimento dominante; não somos felizes durante toda a vida, temos momentos de felicidade. Mas quando até esses momentos tem ao final um gosto amargo, devemos começar a nos preocupar.
É claro que há pessoas que funcionam como estrelas em nossas vidas, iluminando o caminho, e tornando tudo melhor e mais belo; mas quando você está preso a si mesmo e seu desânimo, mesmo perto de suas estrelas você irá sentir-se estranhamente incompleto.
Quisera nós ter para sempre a inocência das criancinhas, que não disfarçam nem ocultam seus sentimentos, coisa que nos ensinaram à fazer logo; quisera nós ter novamente a capacidade de nos cativamos com coisas simples e belas, como o desabrochar de uma flor.
Como a inocência perdida nunca poderá ser recuperada, poderíamos ao menos tentar ver um lado da vida como as crianças, sem tantas normas, receios e preocupações.
Devíamos fazer como as criancinhas; chorar quando tristes, e sorrir quando felizes. Verdadeiramente, e com os olhos.
Fim 
P.S: se você gostou da crônica e quiser postá-la em algum lugar, fico lisonjeada. MAS antes disso, fale comigo e quando eu liberar, poste os créditos, ou teremos problemas.

11 de jun. de 2011

Conto - Love Will Tear Us Apart

Oi  :D

Então, um novo texto pra vocês... e eu sei que é dia dos namorados, me desculpem minha falta de romantismo, hahaha, mas o amor possui tantas facetas...

O título vem da música do Joy Division. Podem baixá-la aqui ou ouvi-lá aqui , dá mais clima pra história ^^

É isso... enjoy!

Love Will Tear Us Apart

Mais uma vez, ele acordou com vontade de não levantar. Sem ânimo para si, ou para qualquer coisa que fosse.

Mas como sempre tentara enfrentar a vida de frente, obrigou a si mesmo a lutar, a sair da cama, mesmo sem vontade de viver.

Enquanto fazia sua rotina matinal de higiene, deixou-se pensar em sua vida, e ficou a se perguntar quando se tornou aquele ser vazio e sem esperanças.

Foi sem perceber; em um dia, o trabalho era divertido, a faculdade era o máximo; agora, realmente não fazia diferença alguma.

E era isso que o irritava; não é que sentisse raiva, frustração, tristeza ou ódio.

Ele não sentia nada.

E essa apatia não lhe era comum. Sempre fora um ser repleto de emoções e atitudes passionais. Ora, pois não fora assim quando ela surgiu na sua vid...

Ela. Descobriu não estar totalmente apático ao pensar nela. Até dizer seu nome doía, por isso não o fez.

Mas nada no mundo pode impedir que o rosto dela surgisse em sua mente, e ele deixou-se escorregar-se para o chão frio do banheiro.

Ela... não fazia tanto tempo que entrara em sua vida, mas lhe parecia uma eternidade. Conheceram-se de uma maneira tão comum para pessoas tão estranhas: faculdade, festa, álcool, cama, “qual é o seu nome 
mesmo?” na manhã seguinte.

Mas de comum na relação deles só existia o começo.

Com um sorriso triste, ele lembrou-se das discussões que sempre eram caladas com um beijo, das loucuras... lembrou-se como ela ficava possessa com ele por tantos motivos, mas principalmente com o que ela chamava de sua “indiferença” em relação a ela.

Só o que ela nunca entendera fora que não era indiferença, mas medo. Sempre tivera medo de demonstrar seus sentimentos a alguém e se machucar, ou pior, machucar a ela. Ele nunca se perdoaria por isso.

Desde que surgira em sua vida, ela sempre fora o motivo de todos os seus sorrisos.

Porém, nos últimos tempos, era também motivo de suas lágrimas e dúvidas.

De alguma maneira que fugiu de seu controle, ela tornara-se parte da massa de apatia que se formou em sua alma, com a única diferença de ainda poder mexer intimamente com ele.

Mas de que adiantava se ela não podia fazer nada?

Ele interrompeu seus pensamentos para pegar um cigarro; providencialmente, deixara uns no bolso da calça (que era a mesma que usara ontem) e acendeu-o. Sentiu uma calma fria enquanto tragava o cigarro lentamente, mas ainda tinha os mesmos pensamentos.

Lembrou-se dela, irada, dizendo que ele havia mudado e não dividia nada com ela, que não aguentava mais viver assim. Lembrou-se de uma frase em particular, que muito o magoara, um “Eu odeio te amar.

Poderia soar romântico. Uma declaração de amor às avessas, mas ele tinha consciência de que não era isso. Sentiu agudamente o significado das palavras como se fossem novamente gritadas para ele.

Tudo o que mais queria era organizar sua mente, ao menos descobrir em parte o que se passava dentro de si. Romper essa apatia. Não aguentava mais sofrer, e nem fazê-la sofrer.

Pôs-se a meditar, nesse instante, se o amor valia realmente a pena. Sim, era um sentimento maravilhoso. 

Sim, ele sentia-se como se houvesse tocado a lua; mas quando a dor vinha, era pior do que qualquer coisa.

E o fato de ele ainda assustar-se com essa história de se preocupar com alguém mais do que a si mesmo não ajudava em nada.

Seu cigarro terminou, e ele jogou-o na pia do banheiro. Ficou mais alguns segundos sentado, olhando pro teto, até concluir que isso não resolveria seus problemas.

E quando se levantou tinha em mente duas coisas: a idéia de que o amor ia o destruir. Ia destruir a ela. Ia destruir a ambos.

E a vontade esmagadora de que estivesse errado.

Fim

P.S: se você gostou do conto e quiser postá-lo em algum lugar, fico lisonjeada. MAS antes disso, fale comigo e quando eu liberar, poste os créditos, ou teremos problemas.

9 de jun. de 2011

Suede: Discografia

Olá!


Como prometi para uma grande amiga postar a discografia do Suede, achei que seria uma boa idéia compartilhá-la com vocês também, então aqui está uma das bandas mais significativas do Britpop, que eu particularmente adoro: O Suede.


Como sempre, um pouco da biografia e a discografia, logo abaixo, enjoy!


Suede



Suede foi uma das mais populares e importantes bandas do Reino Unido nos anos 90, tendo contribuído para iniciar o movimento Britpop. 


Durante todas as encarnações do Suede, apenas o vocalista, Brett Anderson, e o baixista, Mat Osman, permaneceram na banda. Os dois se conheceram em 1985, quando montaram um grupo inspirado nos Smiths, chamado Geoff, junto com o baterista Danny Wilder. O Geoff gravou duas demos e acabou em 1986. Anderson e Osman foram para a universidade em Londres e, pouco tempo depois, montaram o Suave & Elegant, que durou poucos meses. No final de 1989 os dois colocaram um anunciou na New Musical Express, dizendo que precisavam de um guitarrista. Bernard Butler respondeu ao chamado e o trio começou a gravar algumas canções. No começo eles usavam uma bateria eletrônica. Deram à banda o nome de Suede, graças ao sucesso do primeiro disco de Morrissey, Suedehead, e lançaram o primeiro single, Specially Suede, para competir no Demo Clash, um programa de rádio comandado pelo DJ Gary Crowley. Wonderful Sometimes, ganhou o programa por cinco domingos seguidos em 1990, e os levou ao contrato com o selo RML. Logo depois da assinatura do contrato, a então namorada de Anderson, Justine Frischmann, assume a segunda guitarra. 

A banda, então, coloca um novo anúncio, pedindo agora um baterista, e o ex-Smiths, Mike Joyce responde. Joyce trabalha no primeiro single lançado pela RML, Be My God/Art. Que seria lançado no outono inglês de 1990, o single acabou criando uma confusão entre o selo e a banda, que optou por sair da RML sem ter o single nas lojas. No ano seguinte se reagrupam, agora sem contar com um baterista fixo e voltam a gravar algumas canções. Em 1992, Justine deixa a banda para montar o Elastica e poucos meses depois o Suede assina com o selo Nude Records para o lançamento de um single. Poucas semanas se passam e  a banda aparece na capa da Melody Maker, finada revista musical inglesa, sem ter lançado nenhum material.. São eleitos como a melhor nova banda inglesa. The Drowners, primeiro single, é lançado pouco tempo depois da banda ter saído na Melody Maker, chegando ao 49º lugar da parada e recebendo duras críticas. O próximo single, Metal Mickey, saiu no mesmo ano e chegou ao 17º lugar nas paradas, rendendo uma controvertida performance no programa Top Of The Pops. Anderson, logo depois, viria a ser conhecido por sempre causar controvérsias, principalmente depois do infame comentário de que era um homem bissexual, mas que nunca tinha tido uma relação homossexual. Uma pequena amostra da ambigüidade sexual do grupo.  



Continue lendo aqui ;D

Discografia

                                                
Suede (1993)














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Dog Man Star (1994)













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Coming Up (1996)













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Sci-fi Lullabies (1997)













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Head Music (1999)














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A New Morning (2002)













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See You In the Next Life (2003)













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Singles (2003)













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Bloodsports (2013)












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24 de mai. de 2011

Resenha: Beijos de Sangue (Livro)





"Se sugar a vida para evitar a própria morte não é egoísmo, matar por amor muito menos."


Essa é a primeira frase marcante do livro "Beijos de Sangue", que podemos ver assim que abrimos a capa. Como o nome e a capa deixam bastante claro, trata-se de um livro de vampiros.


A trama é narrada em primeira pessoa por Robert Damien, que deixa claro logo no fim da primeira folha "Meu nome é Robert Damien, e eu sou um vampiro".


Beijos de Sangue conta a história dele, um professor de história que fora transformado no auge de seus vinte e sete anos pelo vampiro Alec, que o convocou através dessa transformação, para uma luta. A luta de Alec é com um vampiro tricentenário, Lanson; e o motivo era Rosane, filha de Alec. O saudoso e protetor pai faria qualquer coisa para ter a filha de volta; e estava, de fato, fazendo tudo o que podia. 


Além de Robert, Alec contava com a ajuda de mais vampiros, afinal Lanson possui mais de trezentos anos. Entre esses vampiros, estão os singulares irmãos Desmond e Joseph; o primeiro, mais velho e com um ar mais sábio, e o segundo, mais irresponsável, mas encantador. Também está na jornada a vampira transformada por Joseph, Pearl; e, fechando o grupo, a humana Beatrice, que sempre soube da existência dos vampiros e sonha em tornar-se uma.


O livro tem um formato muito interessante, com pequenos capítulos, de duas, três, cinco páginas, que formam o diário de Robert, e torna a narrativa leve e divertida, com grandes chances de prender o leitor logo nas primeiras páginas.


Sobre os personagens, podemos destacar Robert, que como professor de história, parece ter uma eterna fascinação pelo conhecimento e a obtenção de cultura, sendo esse um dos principais fatores que lhe motivaram a ver a vida vampírica com olhos menos recriminadores do que antes. 


Joseph é um dos melhores personagens do livro: tem mais de 100 anos de "morte", mas fora transformado aos dezessete e conserva em sua imortalidade a sedução, irreverência e liberdade que essa idade geralmente trás. Seu irmão, Desmond, é mais sério e mais sábio, mas nem ele consegue resistir e ficar sério diante de Joseph.


Pearl é uma das personagens mais queridas, também; com personalidade forte e dominadora, é cativante a seu próprio modo. Beatrice é mais delicada e ingênua, mas ainda assim é uma figura marcante.


O maior problema do livro, na verdade, é a sua duração. Você o lê em um clima tão gostoso e tão rápido, que o gosto de quero mais fica em sua boca por muito tempo, querendo saber o que mais irá acontecer. O que não é problema, visto que a série "Beijos de Sangue" terá continuações.


Sugiro visitarem o blog da autora, Ariane F. Nascimento, o Alma da Noite, que é sempre atualizado, e visitar o site do livro, o Beijos de Sangue, onde poderão obter informações como onde comprá-lo.


Bons livros de vampiro sempre merecem ser lidos, e bons livros sempre merecem ser lidos. Esse é um deles!

20 de mai. de 2011

Guns N' Roses: Discografia

Olá!

Essa semana, teremos aqui a discografia de uma banda, o Guns N' Roses.

Se David Bowie é meu cantor favorito (e teve sua discografia postada nesse post, lembram?), Guns N' Roses é minha banda favorita.

Antes que me perguntem, SIM, eu amo o Chinese Democracy, e acho o Guns N' Roses atual uma excelente banda. A história do Guns é muito mais complexa do que aparenta, assim como suas músicas, que são muito mais do que as conhecidas baladas.

Conheçam sua discografia através desse post, e aproveitem pra ver um pouquinho da história dessa banda maravilhosa!

Guns N' Roses

Guns N’ Roses é uma banda de Hard Rock norte-americana formada em Los Angeles, Califórnia, em 1985. A banda, liderada pelo vocalista e co-fundador Axl Rose, passou por várias mudanças de alinhamento e controvérsias desde a sua criação.

A história do Guns começa com Duff McKagan, baixista, que em 1981 já tinha um currículo considerável de bandas pelas quais havia tocado em Seattle. Em 1982, McKagan através de um anúncio de jornal chegou a Slash e Steven Adler, formando assim o Road Crew. A banda se desintegraria algum tempo depois, mas os três não perderam contato.

Em 1983, Izzy Stradlin e Axl, que tocavam no Hollywood Rose, cruzam o caminho de Duff. Axl, que também cantava no LA Guns (de Tracii Guns), começa a ter problemas com alguns integrantes das duas bandas. O vocalista resolve então juntá-las. Estava completa a primeira formação do Guns N’ Roses: Axl Rose (vocais), Izzy Stradlin (guitarra), Tracii Guns (guitarra), Duff McKagan (baixo) e Robert Gardner (Bateria). Não demora muito para conseguirem agendar uma turnê, porém, três dias antes do primeiro show Tracii e Robert abandonam a banda.

Sem outra alternativa, Duff convida seus amigos Slash e Steven Adler para substituí-los. Mesmo essa turnê sendo um grande fracasso e obrigando a banda a vender parte de seus equipamentos para voltar pra casa, a formação clássica do Guns havia se completado e o sucesso estava por vir. Em 1986, contornando as dificuldades, gravaram um EP independente, chamado “Live Like a Suicide”, e que continha quatro músicas gravadas ao vivo. Em 1987, começam a abrir shows do Motley Crue, Aerosmith e The Cult, e contando com a ajuda de Alice Cooper, conseguem um contrato com a Geffen.

(Continue lendo nesse link aqui ;D)

Fonte: Last.fm

Discografia


Appetite For Destruction (1987)















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GN'R Lies (1988)















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Use Your Illusion I (1991)















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Use Your Illusion II (1991)















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The Spaghetti Incident? (1993)















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Live- Era '87-'93 - Disc 1 (1999)















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Live- Era '87-'93 - Disc 2 (1999)















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Greatest Hits (2004)















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Chinese Democracy (2008)















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13 de mai. de 2011

Conto - Passive Aggressive

Oi (:
Então pessoas, esse é um conto um tanto quanto sombrio, que eu escrevi recentemente. Gostaria MUITO que opinassem sobre ele =D
O título foi tirado de uma música do Placebo, essa aqui. Recomendável ler escutando-a, e se quiserem, podem aqui baixá-la.
Enjoy!
Passive Aggressive

Ele sente a cerâmica fria embaixo de suas coxas nuas. Tal detalhe lhe causa certo frio incômodo, mas ele não liga para isso.
Soltando um suspiro, ele observa o ambiente ao seu redor: à sua frente, a porta marrom do banheiro de sua casa, trancada. Para qualquer outro lado, as cores brancas do azulejo, imaculadas. De certa forma, julgava irônico elas serem brancas. Azulejos negros combinariam mais com o seu estado de espírito.
Ao constatar novamente que ele está realmente sozinho, respira fundo. Sente os olhos arder, e com isso, sente raiva. Não quer chorar. Não era para isso que estava ali.
Mas também não sabia ao certo por que fazia isso. Não sabia nada ao certo, e esse era o seu problema; nada estava certo, mas não sabia o que estava errado.
Sentia tanta cobrança, tanta pressão. Mas ao mesmo tempo, não se via no direito de magoar os outros, de agredi-los, de gritar palavras ofensivas, mesmo que isso fosse feito com ele. Era machucado, mas não se via capaz de machucar. Só que toda aquela raiva e angústia precisavam sair dele de algum modo.
Sem avisos, fincou as unhas, providencialmente longas por não serem cortadas há duas semanas, em suas coxas e as arranhou de cima a baixo. Fez o mesmo com os seus braços, e só sentiu-se satisfeito ao ver os vergões vermelhos, que demoraria alguns dias para sair. Mas aquilo não era mais o suficiente.
Debaixo do banco que ficava ao lado da patente, retirou uma pequena faca de cozinha. Olhou seu reflexo na lâmina, e em seguida arranhou superficialmente seu antebraço, arrancando um filete de sangue.
Observou, fascinado, o trajeto que seu sangue fazia até o chão. Vermelho, ardente, maculando a limpeza sagrada dos azulejos brancos. Sentiu euforia demasiada com isso, mas mais ainda ao sentir a dor.
Era estranho. Odiava pequenos acidentes: cortar o dedo com a faca ao passar manteiga no pão, dar topadas em móveis... mas a sensação que obtinha quando machucava a si mesmo era única.
Era reconfortante.
Era prazeroso.
Era... necessário.
Após seus minutos de prazer, levantou-se e começou a limpar tudo; não podia deixar vestígios de sua loucura interior. A essa altura, o corte já havia parado de sangrar.
Enquanto limpava tudo, pensou em como eram superficiais as idéias que os outros tinham de si mesmo: o controlado, o frio, o sério. Aquele que nunca agride ou ofende ninguém nas brigas. O inatingível, raiva não era sentimento para ele.
Mas raiva é um sentimento para todos.
A sua raiva era passiva, porém não deixava de ser agressiva;
E ao apagar o interruptor, saindo do banheiro, ele só tinha a noção de que aquilo não acabaria ali.
E um forte pressentimento de que não acabaria bem.
Fim
P.S: se você gostou do conto e quiser postá-lo em algum lugar, fico lisonjeada. MAS antes disso, fale comigo e quando eu liberar, poste os créditos, ou teremos problemas.